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DENILSON SOUZA
MATIAS
A minha
paixão pelo automobilismo começou muito cedo e parte dela eu
devo ao meu pai, pois ele sempe que tinha um
tempo nos levava ao Autódromo de Interlagos ( eu e meu irmão ) para assistir corridas de Stock, Motos, etc..Lembro-me como se fosse hoje o barulho dos velhos Opalas rasgando a reta na pista antiga. Enfim, era um passeio de fim de semana, pois toda família ia, fazíamos pique-nique, minha mãe também participava, era super legal.
Me lembro também
da 1ª vez que vi um carro de F1, tinha 7 anos de idade, foi no GP
Brasil de 1979, imposssível apagar
da minha mente aquelas 2 LIGIERS, patrocínio da Gitanes com Laffite e Depailler , na corrida ambos dominaram a prova fazendo dobradinha.
Os anos
foram passando, a F1 foi embora para o Rio de Janeiro, nossos passeios
por Interlagos diminuiram, pois o autódromo
ficou meio esquecido e também, os compromissos do meu pai não nos davam muita chance para irmos até la tão frequententemente como antes .
Em
1986 fomos até o Rio assistir a F1, mais uma vez um momento marcante,
Piquet e Senna fazem dobradinha brasileira em
casa e lá estávamos ao vivo e a cores presenciando um dos melhores momentos do esporte brasileiro até hoje.
Naquela época
já colecionava revistas, miniaturas, assistia TODAS as corridas, coisas
que faço até hoje. Enfim, já era um
fanático por corridas.
Eis que vieram
os anos 90 e com eles o grato presente da nossa antiga prefeita Luiza
Erundina de revitalizar o Autódromo de
Interlagos, trazendo a F1 para São Paulo novamente e já no primeiro ano lá estávamos novamente assistindo mais um GP Brasil. Naquele dia não tive dúvidas, queria fazer parte do espetáculo de alguma forma para poder ficar mais perto dos carros, a arquibancada havia se tornado pouco para mim, mas até então não sabia como, .foi aí que no ano seguinte ( GP Brasil 1991 ), junto com um amigo, tivemos a idéia de perguntar a um segurança como poderíamos fazer para trabalhar na corrida, eis que este nos deu um telefone e pediu para ligar na segunda-feira, após o GP.
Na
segunda-feira, ainda sob êxtase da 1ª vitória do SENNA aqui no
Brasil, liguei para o devido número que era da Federação
de Automobilismo de São Paulo (FASP), uma pessoa atendeu e me informou que haveria um curso para comissários no sábado, na arquibancada coberta do autódromo e me pediu para procurar pelo Barranquinho.
No sábado fui
fazer o curso, chegando lá me apresentei ao pessoal, lembro que estavam
lá o Barranco, o Edu, Valmir, antigos
membros da equipe entre outros, a partir daquele dia comecei a fazer parte da família SPEED FEVER.
Minha primeira
corrida foi uma corrida boa, fiz a F3 sulamericana, vencida pelo
Afonso Giaffone, fiquei no posto 16 que hoje é o
18, com o Valmir, paguei alguns micos tipo não levar água, comida suficiente, etc.. Coisas que aprendi e não cometo mais, O Valmir me deu vários toques em relação às bandeiras, como se portar na pista, etc.. Foi muito útil e procuro levar até hoje todos os conselhos.
Depois de
tanto tempo eu só tenho que me orgulhar de fazer parte de uma equipe tão
legal, levo a Speed como um dos melhores
capítulos da minha vida, pois além de me proporcionar a realização de um dos maiores sonhos, que era entrar em um box da F1 e fazer parte do evento, me proporcionou grandes amizades que partilho além dos limites do nosso autódromo.
Obrigado SPEED
FEVER
Denilson Souza
Matias - na Speed Fever desde 1991
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Copyright SPEED
FEVER 2002 |
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